No dia 31 de março, um belo espetáculo realizado em Sanya, na China, destacou o espanhol Juan García Postigo como o homem mais bonito do mundo, substituindo o brasileiro Gustavo Gianetti, vencedor do concurso em 2003.
Sua vitória prova que concurso se ganha no palco: apesar de apontado como favorito mundo afora desde a definição da data do certame, o candidato espanhol não vinha obtendo grande destaque na competição. Vindo do país que tem o povo mais charmoso do mundo, a fotogenia, a forte presença cênica e o domínio de vários idiomas foram fatores determinantes para sua vitória, mas o estilo ‘certinho’ e as bochechas roxas incomodam um pouco. A exemplo do que ocorreu em 1996, sempre que o concurso é realizado fora do velho continente, o vencedor é um europeu.
Por pouco o Brasil não bisou o título: o paulista Lucas Gil foi vice e, com esse resultado, elevou o país ao posto de nação mais bem sucedida na história do Mister Mundo. O brasileiro soube adicionar postura ao estilo brincalhão que o caracteriza: enquanto todos os candidatos estavam descalços no número musical, lá estava o paulista usando tênis. A bermuda florida nas competições esportivas foi um outro bom exemplo do espírito livre do brasileiro.
As poucas imagens já transmitidas pela televisão mundo afora mostram um Lucas radiante, feliz por estar ali. Valeu demais!
A ‘polêmica’ do concurso deste ano se concentra na terceira colocação para o chinês Lejun Tony Jiang. É claro que o fato de ser o representante do país anfitrião ajudou, mas o candidato provou ter carisma, apesar de, no quesito beleza, perder feio (sem trocadilho) para os outros finalistas.
Completaram o Top 5 outros dois latinos: o Mister Chile, Pato Laguna (classificação merecidíssima para o ‘tiozão’) e o Mister Costa Rica, Alonso Fernández (a experiência anterior, de semifinalista no Manhunt 2007, ajudou muito). Ambos os países participavam pela primeira vez do certame.
No Top 12, estiveram também Matthias Thaler (o estiloso Mister Áustria), o hindu Kawaljit Anand Singh (que pensamos ter sido carregado pelo tsunami dessa vez), o libanês Anthony Hakim (com bom destaque nas preliminares), Romeo Quiñonez (Mister Porto Rico, que já havia sido finalista no Manhunt 2006, mas estava apagadíssimo em Sanya), o sul-africano Dieter Voigt (outro favorito do Grau10.net) e o ucraniano Ievgen Dudin (só descobriram que ele estava em Sanya na noite do concurso).
Desta vez, não houve candidatos da raça negra entre os finalistas, mas foi justa a inclusão do nigeriano Ikenna Bryan Okwara entre os semifinalistas.
O concurso também marcou uma tripla derrota para a Venezuela: além do representante oficial do país, Vito Gasparrini, os candidatos da República Dominicana e de Curaçao também são venezuelanos de nascimento. Nenhum emplacou.
Difícil explicar a ausência do Mister Malta, David Camenzuli. Foi o candidato mais festejado nos dias que antecederam o concurso e teve destaque absoluto nas competições preliminares. Era o favorito de muita gente (inclusive do Grau10.net), mas ficou de fora. Vai entender...
Fez falta também a presença ‘dinamite’ do egípcio Omar Awad, mostrando que, nesses concursos, excesso de testosterona nem sempre é encarado como qualidade.
Perácio de Melo
Editor do Grau10.net |