Foram quase quatro anos de espera desde que o brasileiro Gustavo Gianetti conquistou o título de Mister Mundo em 09 de agosto de 2003, num reinado que ainda hoje enche de orgulho todos os seus compatriotas.
Mas valeu esperar: a edição 2007 (a 5ª desde que o concurso foi instituído em 1996) trouxe o maior número de concorrentes de sua história (56 no total), um excelente grupo de candidatos e uma bela cobertura do site oficial, poucas vezes vista na história dos concursos de beleza, com atualizações quase diárias e lindas fotos (para continuar acompanhando o andamento do concurso, acesse www.mrworld.tv).
Chegou a hora de dizer quem tem chances de levar o grande título, o que é sempre um arriscado jogo de azar, com um muito de feeling e um pouco de adivinhação. A decisão está nas mãos dos jurados, mas todo mundo tem direito a uma opinião.
Acompanhando a história do concurso em suas quatro edições anteriores, observa-se que todas as vezes em que o concurso foi sediado num país europeu (1998, 2000 e 2003), o vencedor foi um candidato latino-americano. Sua única edição fora do velho continente rumo ao oriente (1996 na Turquia) foi vencida por um europeu.
Outro fato: todas as edições contaram com um candidato da raça negra entre seus finalistas, curiosamente todos representantes de países caribenhos.
Quem leva?
MALTA
Tudo indica que o Mister Malta, David Camenzuli, será eleito Mister Mundo 2007. Jogador de futebol destacado em seu país, tem o tipo de estampa que agrada no concurso.
Some-se a isso o fato de que foi um dos candidatos mais fotografados durante toda a competição, sempre se sobressaindo nas competições preliminares.
Outra evidência de uma possível vitória: o país foi semifinalista em 2003 (o Brasil também tinha sido semi em 2000 antes de vencer na edição posterior).
Contra ele, só o fato do país ter pouca tradição na conquista de títulos importantes de beleza. Mas é (quase) uma barbada.
ÁFRICA DO SUL
A única ameaça do maltês é o Mister África do Sul, Dieter Voigt, um destacado esportista em seu país. Teve bom destaque durante as preliminares e o concurso deste ano está sendo produzido por uma empresa sul-africana.
Parece baixinho perto da maioria de seus concorrentes, mas tem categoria e, se não for vice, leva o título.
Quem vai chegar perto?
CHILE
Participando pela primeira vez da competição, o Chile indicou Patrício “Pato” Laguna como representante, uma figura famosa no país pela participação em dois reality shows.
Pesam contra ele o fato de ter passado dos 30 (os candidatos mais maduros não costumam ser eleitos) e pela postura meio ousada em terras chilenas (romances que caíram na boca do povo, shows em boates e ensaios fotográficos com nudez parcial).
Mas vem fazendo sucesso em Sanya e pode surpreender.
BRASIL
Não tenho dúvidas de que o candidato brasileiro, Lucas Gil, tem qualidades de sobra para bisar o título para o nosso país.
Conheço o mister desde 2002, quando foi eleito Mister São Paulo, e foi muito interessante observar sua evolução para a conquista do Mister Brasil Ecologia em 2004 (um título nacional que não lhe trouxe boas oportunidades) e do Mister Brasil Mundo no início deste ano, que ele venceu com certa facilidade.
Tem uma presença muito forte, dentro e fora do palco. Na passarela, concentra fácil os olhares e as atenções, o que é seu grande mérito.
Não leva o título porque o antecessor é brasileiro e também por ter tido destaque moderado nas preliminares. Pesa também o fato de ser novato em terras estrangeiras e não falar inglês (lembrem-se que Gustavo Gianetti já tinha trabalhado como modelo na Ásia antes de ir ao Mister Mundo).
Chega fácil às semifinais e aí tudo pode acontecer.
ROMÊNIA
O candidato romeno, Razvan Dobre, foi o último a chegar a Sanya, mas ganhou destaque rapidinho. Tem um dos guarda-roupas mais caprichados da competição e vai lutar pelo título.
POLÔNIA
O polonês Daniel Madej tem uma das melhores presenças da competição, fotografa bem e deve se destacar entre os primeiros.
ÁUSTRIA
O austríaco Matthias Thaler entra no grupo por um desses dois motivos: pelo talento (é vocalista de uma banda em seu país) ou pelo estilo despojado.
INGLATERRA
O gigante Warren Harvey é o melhor candidato de seu país desde o início do concurso em 1996.
BAHAMAS
Pela aparência, passa batido entre os concorrentes. Mas Metellus Chipman já venceu um concurso regional (Mr. Caribenho Internacional) e foi destaque na competição de talentos, o que pode garantir uma vaga entre os cinco primeiros (um candidato negro do Caribe entre os finalistas, a exemplo dos anos anteriores). Se apenas a beleza estiver em jogo, cede a vaga para o nigeriano Ikenna Bryan Okwara.
CHINA
O candidato anfitrião pode entrar pela política de boa vizinhança. Em iguais condições, a vaga pode passar para o Mister Hong Kong.
ESPANHA
Era o candidato preferido nos message boards mundo afora, mas está meio apagado na competição. Venceu um concurso nacional fortíssimo, fotografa muito bem e tem excelente presença na passarela.
VENEZUELA
Se passar para as semifinais, será graças à beleza e ao peso da faixa. Mas Vito Gasparrini passou batido nas preliminares.
Quem pode surpreender?
AUSTRÁLIA: um dos melhores físicos da competição;
EGITO: uma bela presença;
CANADÁ: passou batido no Manhunt, mas o Mr. World pode ganhar mídia destacando o único candidato assumidamente gay da competição;
COSTA RICA: participou de outros dois concursos internacionais (foi semi no Manhunt), mas está apagado;
DINAMARCA: um loiro bonito, que projeta pouco carisma;
REPÚBLICA DOMINICANA: após ser banido do Manhunt, o venezuelano de nascimento chega ao Mr. Mundo com certo destaque;
LÍBANO: teve bom destaque nas preliminares;
MÉXICO: o país tem boa fama no Mr. Mundo e o candidato ganhou mais confiança desde que foi eleito em seu país;
CURAÇAO E PORTO RICO: foram finalistas do Manhunt, mas desapareceram em Sanya.
Boa sorte a todos!
Perácio de Melo
Editor do Grau10.net
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