Melhor de 2
Alex Nunes é Brasil, de novo, no Manhunt
Parte II

Com a candidata australiana ao título feminino do ano passado
O último concurso Manhunt foi adiado por alguns anos até ser finalmente realizado no ano passado. Você acha que isso atrapalhou em alguma coisa?
Sim, muito, principalmente com o traje típico. Estava sempre viajando e fica difícil, você faz planos, se concentra e academia, roupa que vai levar e cancelam. Por último, tive que pegar uma roupa de índio na Austrália, horrorosa, para levar porque não tinha opção. Se estivesse no Brasil, nossa, tem cada fantasia linda.
Quantos dias vocês ficaram concentrados? Como foi a convivência entre os concorrentes?
Ficamos concentrados por cinco dias, uma convivência maravilhosa, só a comida e poucas horas de sono a cada dia que deixavam a desejar.
Como foi ser eleito Mister Personalidade?
Minha maior alegria de quando ganhei o Mr. Personalidade foi quando foi unânime o aplauso de todos os candidatos, porque a premiação de outros era uma meia dúzia batendo palmas, até a organização do Manhunt se surpreendeu com a popularidade que tive junto dos candidatos, penso que talvez por isso fui o único que foi convidado novamente. Achei justo ao menos este prêmio, eu era quem tinha maior personalidade mesmo e que mais tinha comunicação com a geral.
A TV da Malásia entrevistava na média uma vez cada candidato por dia, às vezes eu chegava a sair umas seis vezes, porque os outros candidatos parece que morriam de medo de ser filmados e eu, quando via, já abria um sorriso a eles, e eles vinham direto a mim, sabiam que por mim atenderia eles o dia todo (risos).
Para você ter idéia, na votação pela Internet fiquei em terceiro, com quase 7 mil votos. Detalhe: tinha que pagar os votos. O candidato do Líbano, que ficou em segundo, ia na nossa frente e votava nele com seu cartão de crédito, o pessoal zoava ele direto por isso, e o primeiro, das Filipinas, estava com sua família e ele se queixava na frente dos pais que estava em segundo, porque bom tempo liderei pela Internet, agora lhe pergunto: quem votou em mim pela Internet? Acredito que o pessoal da Malásia, principalmente por estar sempre sendo filmado e apreciando o país deles, me comparavam com Brad Pitt moreno e, outros, com o Benicio Del Toro.

Brad Pitt? Não, esse é o nosso Alex!
Conte alguma passagem curiosa do concurso.
O que nos chamava a atenção era que as misses pareciam que uma queria comer a outra e não conseguiam nem ser discretas.
Na época, foram feitas algumas críticas ao seu corte de cabelo. Como é
que você vai usá-lo agora?
Na realidade, eles não gostam de cabelo grande na Ásia, mas em Sidney, em minha agência, eles adoram e pedem ‘pelo amor de Deus, não corte’ e sempre me deram trabalho. Eu particularmente preferia curto, mas agora estou aprendendo a arrumá-lo diferente e grande posso ter uma grande variedade, posso usar vários estilos diferentes.
O que você teria feito de diferente?
Teria entrado mais concentrado e acreditado mais em mim e, se pudesse
ter um cabeleireiro só pra mim, faria uma grande diferença, com o cabelo grande se tem alguém a sua disposição, dá pra variar muito estilo e chamaria bem a atenção deles, e lá só teve pra elas. Em todos os trabalhos como modelo, sempre tinha um profissional para cuidar do meu cabelo e lá não sabia o que fazer, mas aprendi a lição, estou sempre variando o cabelo e aprendendo uns truques (risos).
Já observei que, ao contrário dos concursos femininos, os concursos masculinos têm um clima maior de camaradagem. Você confirma isso? Já presenciou algo em contrário?
Tem muita camaradagem, mas sempre acabam se formando grupinhos.
Em 2005, o concurso internacional masculino foi feito junto com o feminino (pela
primeira vez). Isso ajudou em alguma coisa?
Não, só atrapalhou, porque atrasou tudo e, por isso, acabamos dormindo apenas de cinco a seis horas diárias, teve dia que tivemos que acordar às 6 da manhã e sempre íamos dormir lá pelas duas da manhã.
O que é o melhor e o pior de disputar um concurso de beleza masculino?
O melhor é a experiência nova que se vive, as amizades que você conquista; o pior é quando você quer dar o seu melhor e acaba não conseguindo. Penso se dei o meu melhor e não ganhei, já saí vitorioso, a minha parte eu fiz, mas você saber que podia ter dado mais e não deu é muito frustrante.

Na Tailândia
Quais as viagens mais interessantes que você já fez?
Conheço 21 países: adorei Cancun, Roma é linda; pra festa, Espanha é a melhor, Sidney também é maravilhosa e Tailândia é demais.
Quais são os seus prediletos em música?
Música pop, rock alternativo, pagode, axé e samba.
Você pratica esportes? Quais?
Futebol, vôlei e natação.
Como diz a música da Rita Lee, ‘agora é moda sair nu em capa de revista’. Você aceitaria um convite dessa natureza?
Hoje não, não sei o amanhã ...

Auto retrato... e no riquixá
Quais são os seus planos para o futuro?
Quero aperfeiçoar o meu Inglês este ano para começar, ano que vem, a universidade aqui em Sidney, farei Educação Física. Atualmente jogo num time aqui em Sidney e penso, no futuro, trabalhar como técnico de futebol ou, até mesmo, personal trainner, já que nesta área o mercado é muito bom aqui. Talvez faça teatro também.
Onde e como você se imagina daqui a 10 anos?
Me imagino um pai de família bem sucedido em minha profissão.
Você pretende disputar mais concursos?
Já disputei tantos que, se continuar, vou acabar no recorde do Guiness (risos).
Que conselhos você daria aos homens que pretendem entrar em concursos de beleza?
Diria acreditem em si e não dêem bola para os críticos. Já ganhei muito concurso que pensava ‘nossa como vou ganhar daquele ali e aquele outro’ aí pensava: ‘e se o júri tem um gosto diferente do meu e me acha melhor?’ (risos) e não é que muitas vezes tinha razão e o júri me achava melhor?
Fotos: Cortesia de Alex Nunes (acervo particular)
Entrevistado pelo jornalista Perácio de Melo, editor do Grau10.net.
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