Melhor de 2
Alex Nunes é Brasil, de novo, no Manhunt
Parte I

Curtindo as praias australianas
Fotos: Cortesia de Alex Nunes (acervo particular)
Entrevistado pelo jornalista Perácio de Melo, editor do Grau10.net.
Para ver mais fotos de Alex Nunes, visite o link “Modelos” do Grau10.net ou clique aqui.
Quem assistiu ao concurso Mister Brasil 2001, vencido por Gustavo Gianetti (depois Mister Mundo), deve se lembrar do Mister Rio Grande do Sul, Alex de Assis Nunes, então um jovem de apenas 20 anos.
Classificado entre os 10 finalistas, o gaúcho Alex foi vencido pelo nervosismo na prova final, a temida entrevista, mas provou que, com o tempo e a experiência acumulada, quem ri por último ri melhor.
No ano passado, Alex Nunes representou o Brasil no badalado concurso Manhunt Internacional e teve seus méritos reconhecidos ao receber o título de Mister Personalidade.
Os méritos do gaúcho são tantos que, numa iniciativa inédita na história do concurso, Alex foi convidado para representar o Brasil novamente neste ano. Ele embarca no próximo dia 12 de abril, direto de Sidney, na Austrália, onde reside atualmente. A torcida por aqui é grande para que, finalmente, um brasileiro vença o certame Manhunt Internacional.
Quem é o Alex?
O Alex de Assis Nunes nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 04 de maio de 1981. Tenho 1m86 de altura, peso 83 kg, tenho o 2º grau completo e, atualmente, moro em Sidney, na Austrália.

Como surgiu o convite para representar o Brasil novamente no Manhunt? O convite partiu direto da organização internacional?
Sim, o presidente do Manhunt, Alex Liu, me mandou um e-mail perguntando se eu gostaria de participar novamente da competição, que gostou muito de mim ano passado, principalmente pelo carinho que todos criaram por mim. Posso dizer que eu era o único que se dava bem com todos os candidatos, desde o mais fechado até o mais tímido, eu fazia com que soltassem.
Este ano, trocaram meu nome na competição, de Alex Nunes por Alexander de Assis, eles me sugeriram isso e, se alguém por acaso perguntar ‘este não é do ano passado?’ eles dirão que somos irmãos gêmeos (risos).
Quando você embarca?
Embarco dia 12 de abril, direto daqui de Sidney.
Quem está te apoiando nessa jornada?
Minha esposa. Casei em novembro passado com uma australiana que é cantora, namorávamos há um ano e meio.
Considerada a sua experiência anterior, o que você pretende fazer diferente desta vez?
Em relação à comida, na China com certeza deve ser bem melhor do que na Coréia, aquela ‘friturança’ (risos), mas irei preparado com muitas barras de proteínas, porque ano passado passei a maior fome (risos), era triste só olhar aquela comida cheia de fritura e, na final, minha fisionomia não era das melhores depois de cinco dias seguidos sem comer direito. Vou explorar mais o sorriso também; na final do último ano, esqueci ele no quarto, penso (risos).

Alex mora hoje na Austrália
O Brasil já pode contar com o título de Manhunt 2006?
Contar com o título, não sei, porque não dependerá só de mim, mas ter a certeza que darei meu máximo para buscá-lo, sim.
Você carrega algum amuleto ou objeto para te dar sorte?
Não.
Você fala outros idiomas fluentemente?
Espanhol fluente, tenho me virado no Inglês e dou uma arranhada no Italiano.
Quando e como você começou a carreira de modelo?
Eu jogava no Juventude em Caxias do Sul, então, em minhas férias, estava em Lageado, aí um pessoal me viu na rua e perguntou de que agência eu era, eu falei ‘ah, eu só jogo futebol’; nisso, teria um desfile na Lupus num sábado e eles me convidaram e me deram umas dicas; se eu fosse aprovado, em 15 dias teria um grande desfile num shopping com Paulo Zulu e eles me encaixariam.
Resumindo, mandei isso, foi em 1999, mas em março voltava para o clube; em 2000, quebrei a tíbia e o perônio e dei um tempo na bola, em Porto Alegre fiz alguns trabalhinhos na Elite, depois fui para o Rio na Mega, fiz um desfile aqui, um catálogo ali, até parar na Europa.

Em seu mais recente ensaio fotográfico
Quantos concursos você já disputou?
Depois que dei um tempo na bola, posso dizer que quase tudo que disputei, descobri por acaso ou me escrevi em cima da hora.
Em agosto de 2000, fiquei em 2º no Garoto Zona Sul, em Porto Alegre, entre 20 candidatos; em novembro de 2000, venci o Garoto Nova Era, em Porto Alegre, entre 50 candidatos; em fevereiro de 2001, venci o Leopardo, em Porto Alegre, entre 40 candidatos; fui finalista do Mister Brasil 2001 em Recife entre 27 candidatos; em novembro de 2001, participei do “pernas mais belas do Brasil” na TV Globo no programa do Faustão: fui vencedor pelo júri, mas perdi no 0800; participei do Dakota Elite Model 2002 no Rio, com candidatos da capital e do interior, tinha a maior galera, só ficaram dez para a final, fui finalista, fiquei em segundo, quem vencesse representaria o Rio em SP; representei o Rio Grande do Sul no Homem Brasil 2002 no Rio, com 27 candidatos e fui o vencedor; venci o Chico Verano 2004 na Espanha, em Madrid, entre 40 candidatos; em setembro de 2005, fui ao Manhunt Internacional, em Busan, na Coréia do Sul, ganhei o prêmio de Mr. Personality e uma medalha por ser o terceiro mais votado pela Internet; em novembro do ano passado, ganhei o Underwear Model Dolce & Gabana aqui na Austrália, entre 60 candidatos.
Houve seleção estadual no RS para o Mister Brasil?
Não houve, mas nada mais justo do que eu representar o RS, porque o que teve de
competição lá eu ganhei na época; a primeira que disputei e perdi (Garoto Zona Sul) dei o troco no vencedor, ganhando o Nova Era e o Leopardo, que ele também concorreu e nem finalista foi.
Como foi a experiência de disputar o Mister Brasil em 2001?
Foi maravilhoso, fiz excelentes amizades, aprendi muitas coisas e, principalmente com os erros que cometi, tirei lições que me ajudaram a ganhar outras competições.

No Manhunt 2005, Alex foi eleito Mr. Personalidade
Na entrevista do concurso Mister Brasil, você se atrapalhou um pouco e não conseguiu concluir sua resposta. O que te passou pela cabeça naquele momento? E que dica você daria para quem quer enfrentar essa etapa do concurso com tranqüilidade?
Um dia antes da final, algumas pessoas me perguntaram se eu estava preparado para as perguntas e eu ‘que tipo de perguntas fazem’? Na época, era totalmente verde e nunca tinha acompanhado concurso de Miss e Mister, então estas pessoas, penso eu que mal intencionadas, disseram ‘você sabe quantos paises falam a língua portuguesa’? ‘Você sabe quem foi o Rei da Inglaterra de mil e lá vai pedrada?’. Comecei nesse instante ficar apavorado (risos), nunca fui um cara que me interessei a fundo nos estudos, vivia no mundo da bola; se me perguntassem sobre futebol, daria aula por exemplo a muito comentarista que só fala m... na TV e não entende nada.
Ali naquele dia anterior, nem consegui dormir direito, me imaginando com o microfone pagando o maior mico para o Brasil. Penso que se eu tivesse um coordenador do RS, como muitos tinham de seus estados, ele me passaria tranqüilidade. Porque, na verdade, isso não existe de ‘pergunta difícil’ para os candidatos, são perguntas bobas, mais para ver como o candidato reage na frente do público, porque não existe esta de você me avaliar por uma pergunta de um assunto que eu não domino e dizer que a pessoa é burra, por isso todos nós somos ignorantes, mas em assuntos diferentes. Agora, porque não gosto de política, não acompanho política, e cai uma pergunta na área de política, vão me julgar burro por isso? Ou tenho a sorte de que caia uma pergunta de um assunto
que domino completamente, aí me chamarão de inteligentíssimo, seria justo? Mas vai ver só sei aquilo. Então paguei um preço grande por não estar preparado; muitos me tinham como favorito e até mesmo o Gustavo (Gianetti) dizia que eu era seu maior concorrente. O Gustavo saiu vencedor e foi justíssimo, foi o melhor e estava também melhor preparado.
Você acompanhou o Mister Mundo? Eram 20 candidatos e você viu a resposta dos
candidatos? Me diga um que falou algo para dizer que era inteligente. Pelo contrário, a grande maioria falou cada absurdo...
Então o conselho que passo ao júri: não dê muita importância à resposta dos candidatos, lembre-se que é concurso de beleza e eu, que já viajei quase o mundo todo, afirmo que no Brasil tem muita gente bonita e que o Brasil nessas competições sempre tem que ser um dos favoritos, graças a Deus beleza é que não falta em nosso país.
Conselho que eu daria para ter tranqüilidade é: seja você e, quanto mais natural for a resposta, melhor você se sairá. Eu não sou um cara tímido, por exemplo, mas pensei em tentar dizer palavras difíceis, me perdi. Se eu tivesse sido eu no dia e dado uma resposta simples, teria ido 10 vezes melhor. Então seja você e não fique com medo de errar...

Trajes típicos no Manhunt 2005
Pretende disputar o concurso nacional de novo?
Se tiver tempo disponível, adoraria.
Quais os trabalhos mais significativos que você fez como modelo?
Fiz muitos trabalhinhos pequenos, mas poderia destacar o comercial da Eurocopa 2004 em Lisboa, passou pela TV por seis meses em Portugal, um catálogo para a Cavalli em Sidney, gostei muito, um no dia dos namorados em Londres e um Dolce & Gabanna no México, também desfilava direto.
Você tem contrato com quais agências de modelo?
Com a Elite em Porto Alegre, no Rio era da Mega, em Milão a Major, em Lisboa a DXL e, em Sidney, a Chadwicks.
Como surgiu o convite para representar o Brasil no Manhunt do ano passado?
A organização do Mister Brasil me fez o convite, sempre mantive contato com eles e eles sabiam de minhas viagens e competições em que estive, então o Boanerges (Gaeta, diretor nacional do Miss Brasil) fez o convite e achava que eu estava preparado e poderia representar o Brasil e, bem, adorei o convite e aceitei na hora.
Como foi sua preparação para o concurso?
Me preparei muito, mas ia desanimando, pois chegava próximo, eles cancelavam. O concurso foi cancelado quatro vezes.
A organização nacional te ajudou?
Sim, com a passagem.

Com alguns candidatos a Manhunt 2005: o vencedor foi o turco Tolgahan Sayisman (e) |