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Carreira
de modelo: Dei início aos trabalhos como modelo aos
14 anos, fiz curso de modelo/manequim por aqui e fiz alguns
trabalhos para lojas de Conselheiro Lafaiete. Mudei para Belo
Horizonte no início de 2003, a fim de fazer cursinho
e por lá ter uma área maior para trabalhar. Só
que a minha mudança para BH não durou muito, apenas
dois meses. No pouco tempo que fiquei por lá, conheci
muitas pessoas, fiz muitas amizades que tenho contato até
hoje. Acho que isso é uma coisa boa que tenho, gosto
muito de conhecer pessoas novas, fazer novas amizades, conhecer
culturas, jeitos, pessoas diferentes. Após dois meses
estando em BH, recebi um convite para mudar para São
Paulo e me dedicar só à área como modelo.
Resolvi aceitar o convite e entrei em SP com a cara e a coragem.
Não tinha muito conhecimento na área em que estava
começando a trabalhar, era mais trabalho por Conselheiro
Lafaiete, então, não estava acostumado com toda
aquela tecnologia, que por enquanto não tem na minha
cidade. Mas, mesmo assim, fui persistente: juntei minhas malas
e fui embora. Chegando lá, fiquei em agências boas,
como a Daphne, depois me transferi para a Totten e, por final,
na Sagarana. Tive a sorte de ter morado com parentes lá
que considero como a minha segunda família. Fiz bons
trabalhos por lá. Mas no final do ano, pela insegurança
de dar ou não dar certo o trabalho como modelo, prestei
vestibular na faculdade de Direito em Barbacena (é um
curso pelo qual sou fascinado) e, em janeiro de 2004, entrei
na Universidade. Com essa empolgação toda, acabei
deixando de lado a minha carreira e me dedicando tão
somente ao meu curso.
Como
foi a experiência de morar em São Paulo? Me
mudei para SP aos 17 anos, em 2003, e fiquei até o final
do ano. Foi uma experiência ótima. Na época,
morava com parentes lá. Mas acabava que, muitas vezes,
tinha que me virar sozinho. Tinha todo carinho e companheirismo
do pessoal de lá, mas eu corria muito atrás de
trabalho, às vezes tinha três testes no dia, ia
de um lado para outro na cidade e realmente era muito cansativo.
Cheguei a andar cinco horas no mesmo dia no ônibus e não
foi só uma vez, não. Duas horas e meia para chegar
no teste, depois mais duas horas e meia para voltar. É
bem puxado e muito desgastante. Fui obrigado a largar família
aqui em MG, ficar longe de casa durante um bom tempo, custava
a conseguir um jeitinho de poder vir pra casa, já que
não tinha férias, somente testes e trabalhos,
testes e trabalhos, então me direcionava e procurava
não ficar pensando no que deixei por aqui, porque doía
muito pensar nos meus pais, meus irmãos, nos meus amigos,
enfim, nas pessoas que eu gostava aqui. Aprendi a me virar sozinho.
Morei lá durante nove meses, aproveitei o tempo livre
e comecei a fazer um curso de inglês, que era bem interessante,
tinha a participação dos alunos com teatro, canções.
Cheguei a fazer bons trabalhos, adquiri uma experiência
em encarar uma cidade daquele tamanho e dar conta do recado.
Não me envolvi em besteiras, como todos sabem que acontece,
fiquei na minha, sempre preservando o que meus pais me orientavam.
Pela confiança que era depositada em mim, não
passava pela minha cabeça fazer coisas que me fizessem
mal e que magoariam aqueles que estão sempre comigo.
Apesar de ter morado em BH pouco tempo, já começou
a me dar uma certa instrução de como morar sozinho.
E lá mesmo eu vi a dificuldade na vida, tudo que o mundo
nos aguarda assim que saímos de casa. Com os muitos testes
que fazia e os trabalhos, entendia o que se passava no meio,
quais eram as pessoas que eram escolhidas, o tipo de pessoa
que conseguia mais trabalhos e ia me moldando dessa forma para
trabalhar cada vez mais. Foi uma ótima experiência
e espero um dia voltar, pois sinto uma certa saudade daquela
correria, do aprendizado mesmo que tive ali e das amizades que
conquistei por lá.
Do
que você não abriria mão para fazer sucesso
como modelo? Jamais abriria mão da minha dignidade,
da pessoa que sou, do jeito que eu tenho de encarar a vida,
da busca pela vitória pelo jeito mais correto, não
tentando abrir meios com coisas que irão me tirar o sono
à noite. Não deixaria que a carreira de modelo,
para que eu deslanchasse mesmo, viesse a interferir no meu caráter.
Me conheço bem, então não faria nada que
viesse a me fazer arrepender mais tarde. Se uma coisa tem que
acontecer... Deus sabe tudo o que faz e quando tem que acontecer,
então, sempre coloco nas mãos de Deus, que as
coisas venham a mim como verdades e que eu possa agarrá-las.
O que é pra ser, ninguém tira, só Deus.
Você
participou antes do Mr. MG. Qual a diferença entre as
duas experiências (fora o fato de você ter vencido
agora, é claro)? Houve um amadurecimento de minha
parte nesse tempo que se passou. Em 2002, eu fui para ver o
que daria, não me preparei como dessa vez, somente fui
para ver se conseguia alguma coisa, nem tinha boas expectativas.
Não tinha confiança nenhuma que pudesse levar
o título naquele ano.
No começo deste ano, conversei com a minha cunhada, Juliana
Neiva, então ela me perguntou por que eu não tentava
o título de Mister Minas Gerais. Me senti motivado, porque
ficou uma brasa dentro de mim, só esperando alguém
cutucar para reacender o fogo e ótimas lembranças
da profissão. Me encontrei com o Élder José
Martinho (meu coordenador e também da Miss Minas Gerais,
Tatiane Alves), conversamos muito e achamos que podia dar certo.
Então, começamos toda a preparação,
já estava na academia, daí não tinha tanto
problema com o corpo, a preferência foi de deixar o cabelo
crescer e foi feito isso. E aquela preparação
para falar sobre o concurso, entrevistas, essas coisas. Desta
vez, foi completamente diferente, já tinha uma bagagem,
experiência para chegar no concurso no meu melhor. Entrei
de cabeça no concurso, me dediquei ao máximo,
fiquei concentrado o tempo inteiro para a finalidade que eu
estava ali. Acho que a maior diferença foi a maturidade
que adquiri nesse tempo.
Por
que você venceu o Mister Minas 2005? Lembra de quando
eu falei as palavras do meu pai? Isso me influencia e muito.
Porque eu fui e sabia que podia, que estava preparado, como
falei. E por estar tranqüilo de ter realizado tudo aquilo
que eu podia ter feito para a conquista do título. Também
já por ter participado no outro concurso e visto como
são as pessoas que saem vitoriosas. Acho que o maior
motivo foi que eu estava confiante, vi que podia ganhar neste
ano. A confiança que eu estava sentindo no dia, não
por achar que não tinha ninguém à altura,
mas sim porque eu me preparei, me dediquei, me concentrei, não
deixei que nada desviasse a minha atenção nos
ensaios e muito menos na hora do concurso. Foram esses os motivos.
Confiança, dedicação, concentração.
Conte
algo curioso ocorrido durante o concurso. Uma coisa curiosa
no concurso foi um fato de que jamais esquecerei. O extintor
de incêndio (risos). Apesar de ter passado muito mal no
dia seguinte, eu não vou esquecer. A curiosidade é
que, no concurso, a maioria das pessoas não estavam criando
aquele clima de que um estava disputando uma vaga com outro,
não teve em hora nenhuma as panelinhas, todo mundo conversava
com todo mundo, cada um numa turma, depois passava para outra.
Então, aquele clima amigável não é
uma coisa esperada pelas pessoas que estão "de fora".
No dia que saiu o resultado, pessoas que agora considero como
amigos mesmo me deram um certo trote lá, mas tudo bem
(risos). Pegaram o extintor de incêndio do hotel e jogaram
o pó químico em mim, eu estava do lado da minha
mãe e da Juliana (minha cunhada e amiga), o quarto inteiro
ficou branco, durante um bom tempo não se podia enxergar
absolutamente nada dentro dele. No final, escreveram no chão
do quarto, só pra ter uma idéia da baderna: Mister
Minas Gerais 2005. Achei muito legal isso, apesar dos pesares
(risos).
Fotos
do 'ataque do extintor' gentilmente cedidas por Mr. Testoni

Il
vecchio Testoni? Não, só pó de extintor...
Os
outros candidatos a Mister Brasil podem começar a se
preocupar? Ganhei este concurso não foi à
toa, como disse, foi muita preparação que tive,
foi muito esforço, trabalho, não acredito que
as coisas venham de um dia para outro. Com o trabalho, colhemos
aquilo que plantamos, então, podem se preocupar sim,
pois continuo me preparando e sei que ainda posso melhorar mais.
Estou investindo para poder representar melhor cada vez mais
a minha cidade e o meu Estado. Eu quero mais esse título
e vou lutar por ele.
Passado,
presente e futuro. O que pesa mais? O presente mais pois,
como acabei de dizer, aquilo que fazemos hoje com certeza irá
refletir amanhã. Então eu me preocupo em construir
um bom caminho agora, construir boas coisas para que, mais tarde,
eu possa me sair melhor. O futuro é aquilo que fizemos
e que estamos fazendo.
Quais
são seus planos para um futuro imediato? Bom, estou
indo a BH essa semana fazer entrevista numa agência, espero
que corra tudo bem. Quero fazer um bom curso de teatro e um
de locução, para ficar melhor ao falar em entrevistas
e tudo mais, e também que eu consiga com esse titulo
principalmente representar e mostrar para pessoas nas minhas
viagens algumas das ótimas coisas de que nosso Estado
é constituído. Quero e vou fazer esses cursos,
juntamente pretendo investir na minha carreira, aproveitar que
as portas se abriram e, com isso, levar o nome do concurso e
o representar o melhor que eu puder.
Da
próxima vez em que você vir um extintor de incêndio,
qual será sua reação? Muito boa essa
pergunta (risos). Bom, a minha reação sem sombra
de dúvidas primeiramente será de medo, e de logo
já responder 'mirem isso para outro lado, não
apontem mais em mim' (risos). Mas terei ótimas lembranças,
com certeza, toda vez em que me deparar com um extintor de incêndio
(risos). Não importo que façam tais brincadeiras
comigo não, ainda mais após ter ganho o título
de Mister Minas Gerais, nesse dia não ia ter nada que
fosse me tirar do sério. Entrei na brincadeira mesmo,
e entraram sem querer também minha mãe, cunhada,
quarto, mala, smoking... (risos).
Agradecimentos:
Deus em primeiro lugar, Ele é quem nos dá
todos os meios, tudo aquilo que podemos utilizar para crescer
na vida e faz com que as coisas ocorram na hora certa. À
minha família, que é para mim a base de tudo,
me incentiva, ajuda e está sempre ao meu lado, tanto
nas conquistas quanto nos momentos mais difíceis. À
Prefeitura de Conselheiro Lafaiete, ao prefeito Doutor Júlio
e ao vice-prefeito Claudioney e a sua secretária Débora;
à Sônia, proprietária da loja Pano Pequeno;
à Nilce e à Kelly do Salão Kelly; ao casal
Rui e Louyse da Flex; à Vide Bula, ao "Correio da
Cidade" e ao jornal "O Tempo". E principalmente
uma pessoa que está sempre lutando por Conselheiro Lafaiete,
organiza eventos, está sempre levando e buscando prestigiar
o município. Essa pessoa é Élder José
Martinho, pois acompanhei nesses meses toda sua dedicação,
seu esforço; é muita dedicação levar
e apresentar ao concurso alguém que estivesse muito bem
orientado para representar Conselheiro Lafaiete. Então,
meus agradecimentos vão para todas as pessoas, amigos,
familiares, que de uma forma direta ou indireta acreditaram
em mim e me deram o apoio necessário para essa conquista.
Mais uma vez, meu muito obrigado e também a você,
que está abrindo esse espaço para mim.
Na
'pamonha': Perácio, Thiago, Isaias, Bráz, Juliana
e Lisângela (cortesia: T. Testoni)
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