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Fotos:
Jornal "O Dia".
Catarinense,
20 anos, estudante de Arquitetura, Carina Beduschi levou a melhor
entre as 27 concorrentes do certame Miss Brasil 2005, disputado
em 14 de abril, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
Como prêmios, Carina ganhou um carro 0 Km cheio de chocolates
(cortesia do patrocinador) e o direito de nos representar no Miss
Universo 2005, que acontece em 30 de maio em Bancoc, na Tailândia,
com transmissão exclusiva no Brasil pelo canal de TV a cabo TNT.
Carina é a quinta Miss Santa Catarina a usar a coroa de Miss Brasil:
antes dela, tivemos a atriz Vera Fischer (1969), Ingrid Budag (1975),
Isabel Beduschi (1988) e Taíza Thomsen (2002). Outras duas catarinenses
de nascimento, Maria José Cardoso (1956) e Maria Joana Parizotto
(1996), venceram o Miss Brasil representando, respectivamente, o Rio
Grande do Sul e o Paraná. A nova Miss Brasil é prima em
segundo grau da soberana de 1988.
Como prêmio pelo segundo lugar, a paranaense Patrícia
Reginato vai à China disputar o Miss Mundo. Nossa
representante no Miss Beleza Internacional, que acontece no Japão
e na China, será a capixaba Ariane Colombo. As outras
finalistas foram Miss Tocantins, Francielly Araújo,
e Miss Minas Gerais, Tatiane Alves.
No Top 10, ainda foram classificadas as misses São Paulo
(eleita pelo voto popular), Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul
e Amazonas.
O
evento
A transmissão ao vivo pela TV Bandeirantes, garantida por contrato
até 2007, provou que o Miss Brasil tem jeito e, aos poucos, está
encontrando sua nova identidade. A inclusão de um desfile fashion,
com as 27 candidatas vestindo roupas de inverno, foi a grande novidade
deste ano.
O Copa como cenário tornou o espetáculo mais elegante
e, ao mesmo tempo, mais frio, afastando-o do conceito de festa popular
que deveria marcar a eleição da "mais bela do país".
Como atrações musicais, a banda Bossacucanova e
o cantor Simoninha não desafinaram, e a música
"Essa moça tá diferente", de Chico Buarque,
marcou as vinhetas do concurso em substituição à
indefectível "Canção das Misses", desenterrada
no ano passado para comemorar os 50 anos do Miss Brasil.
A estrela da noite foi a paranaense Grazielli Massafera, revelada
no concurso do ano passado e catapultada à fama com o vice-campeonato
do BBB5. Por questões contratuais, Grazi entrou muda e
saiu calada, mas roubou a cena das outras vencedoras de 2004.
Como apresentadora, a ex-Miss Brasil 1997 e atual diretora do
concurso nacional Nayla Micherif mostrou evolução,
especialmente no visual.
As
candidatas
Região
Norte - 30% de aproveitamento (duas de suas sete candidatas no Top
10) e uma finalista. O grande destaque foi Miss Tocantins, Francielly
Araújo, linda e jovem, que arrasou na passarela, foi breve
no speech final e merecia a vaga para o Miss Mundo. Classificada
entre as cinco primeiras, é a nossa maior aposta para um título
internacional em 2005.
Miss Amazonas, Danielle Costa, chamou a atenção
pela beleza brasileiríssima, mas estava fora de forma. A grande
surpresa (injustiça) foi a não-inclusão, entre
as semifinalistas, de Miss Rondônia, Fabiana Cortez.
Região
Nordeste - Apenas uma candidata classificada entre as semifinalistas
(10% de aproveitamento). Continuo achando que a Miss Bahia, Danielle
Abrantes, seria a nossa melhor opção para o Miss Universo.
Tem carisma de sobra, fez tudo certo na passarela e levou o título
de Miss Simpatia. Tá certo que ela deu uma escorregada feia no
speech, mas ainda assim não dá pra desperdiçar
tanta luz. Tomara que volte um dia, quem sabe representado Minas Gerais,
seu estado natal.
Quem faltou no Top 10 foi a Miss Ceará, Daniela Amaral,
uma agradável surpresa, com corpo e rosto de padrão internacional.
A alagoana Aline Rocha arrasou no desfile fashion, enquanto as
candidatas do Pernambuco, Caroline Castilhos, e do Sergipe,
Claudianne Bonfim, foram muito corretas em suas apresentações.
Região
Sul - O melhor índice de aproveitamento por região:
100% no Top 10 e os dois títulos principais. A catarinense
Carina Beduschi levou o grande título. Tem boa passarela
e está em excelente forma física. Mas ainda não
entusiasma.
A paranaense Patrícia Reginato mostrou excelência
no speech (foi a única a mostrar coerência do início
ao fim) e, se o concurso dependesse exclusivamente disso, teria levado
o título principal. É alta, bonita, mas curiosamente não
consegue se projetar na passarela. Talvez seja jovem demais, mas o fato
é que precisa perder aquele ar de "freira que ficou sem
gasolina na frente do bordel".
O bom desempenho esperado da gaúcha Eunice
Pratti não se concretizou: fez uma apresentação
fria e ficou merecidamente apenas entre as 10 primeiras.
Região
Sudeste - 100% de aproveitamento no Top 10 e 50% no Top 5. A grande
surpresa da noite: a capixaba Ariane Colombo passou a perna nas
outras favoritas e garantiu o terceiro lugar e a vaga para o Beleza
Internacional, graças quase que exclusivamente à sua "polêmica"
resposta final. É de fato uma boneca, firme na passarela, estava
adorável vestida de "moranguinho" no desfile fashion,
mas seu físico miúdo incomoda.
Miss Minas Gerais, Tatiane Alves, fez sua lição
de casa direitinho: mostrou segurança no speech, estava
bonita e levou um merecido quinto lugar.
A gigante paulista, Glenda
Saccomano, dançou feio no speech, visivelmente prejudicada
pelo nervosismo, e perdeu sua vaga no Top 5. O mesmo se pode dizer da
Miss Rio de Janeiro, Carolina Pires, uma boa candidata que se
atrapalhou toda na pergunta final.
Região
Centro-Oeste - Pior índice de aproveitamento por região:
nenhuma classificada. O melhor desempenho foi o de Miss Distrito
Federal, Adriana Watanabe, mas nada que valesse um lugar no Top
10.
continua
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